terça-feira, 3 de maio de 2011

Ovos Queimados

Põe-se ao lume 459gr de açúcar com uma casca de limão e um pau de canela e deixa-se ferver até estar em ponto de espada não alto. Tem-se 14 ovos batidos sendo só 4 com claras e deitam-se ao açúcar.
Deixam-se ferver até estarem cozidos. Vão-se picando com um garfo para que o açúcar entre pelo meio deles ou se mexem ligeiramente com uma colher. Abana-se o tacho para que eles não torrem antes de estarem cozidos. Dos lados dos tachos despegam-se com uma faca.
Estando bem passados deixam-se torrar ou queimar ligeiramente, que é o que lhe dá o bom gosto.
Depois deitam-se numa travessa, deita-se-lhes por cima um bocadinho de calda de açúcar, se estes estiverem muito secos e polvilham-se de canela.
É costume enfeitá-los com raminhos de salsa.

Fonte: "Doçaria Vimaranense de outros tempos"

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Queijadas de Guimarães

Põe-se ao lume 459gr de açúcar pilé, côa-se e deixa-se vir ao ponto de voar. Deita-se-lhe então 459gr de açúcar e deixa-se ferver um bocado.
É preciso mexer sempre para não pegar no fundo do tacho. Depois tira-se para fora e deitam-se-lhe 12 gemas e uma clara batida. Torna-se a levar ao lume até levantar fervura, mexendo sempre. Há-de ficar massa… para poderem fazer as queijadas.
Deixa-se descansar até ao dia seguinte ou até estar bem fria. Depois põe-se um pano em cima de duas tábuas, cortam-se as hóstias redondas, molham-se os bordos ligeiramente, deita-se-lhe no meio o doce e levantando os bordos da hóstia que estão molhados com os dedos dá-se-lhe a forma das queijadas.

Fonte: "Doçaria Vimaranense de outros tempos".

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Doce de pêra ou perada

459 gr de açúcar, outro de pêra. Descasca-se a pêra, parte-se aos quartos, coze-se e passa-se pela peneira. Tem-se o açúcar ao lume e junta-se a pêra. Torna-se ao lume até o doce engrossar e fazer espelho. Tira-se do lume, deita-se em malgas, deixa-se arrefecer e põe-se ao sol até ganhar vidro; assim se conserva durante todo o ano.

Fonte: "Doçaria Vimaranense de outros tempos".

Doce de chila

Quebram-se as chilas no chão. Tira-se depois a casca e a espinha, pesa-se, lava-se á torneira em passador e mete-se em água fria de um dia para o outro.
Põe-se a cozer em pouca água e, depois de cozida, deixa-se arrefecer na panela. Deita-se depois em água fria para arrefecer melhor, desfaz-se e põe-se a escorrer.
Entretanto, faz-se uma calda com o açúcar (para 2k de chila, 1,25k de açúcar) até chegar a ponto de pérola. Seguidamente deita-se a chila desfeita e mexe-se com a colher de pau. Passado pouco tempo, deita-se canela em pau a gosto e deixa-se ir a ponto de pérola apertado para conservar. 



Fonte: "Área Escola - Uma Experiência, Escola Secundária Francisco de Holanda, Guimarães 1992/93".

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Doce de laranja aos gomos

Raspam-se as laranjas muito ligeiramente para que fiquem amarelas. Cortam-se aos gomos e deitam-se em água fria durante um ou dois dias conforme o gosto de cada um.
Tanto o peso de laranjas como o de açucar.
Põe-se o açúcar ao lume, deixa-se levantar fervura , deita-se-lhe dentro os gomos das laranjas e deixa-se ferver até ficarem bem cozidas.
Este doce é muito bom para comer de calda, ou também se podem tirar os gomos do açúcar, polvilhá-los com açúcar cristalizado e pôr ao sol a secar.

(Esta receita pertence ao Tio Alberto)

Fonte: "Doçaria Vimaranense de outros tempos".

Bichas, receitas do terreiro

6 ovos inteiros
459g de açucar pilé
459g de farrinha triga
Bate-se o açúcar com os ovos durante 1h e depois junta-se-lhe a farinha e torna-se a bater durante alguns minutos.
Untam-se as formas com manteiga derretida (mas muito pouco untadas). Fazem-se os Ss e metem-se á fornalha a cozer.
N.B. leva uma pitada de sal.

Fonte: "Doçaria Vimaranense de outros tempos".

Figos Secos

459g de figos e outro de açúcar. Os figos não se querem inteiramente maduros, e querem-se colhidos com pé. Picam-se os figos com um garfo, deitam-se num alguidar e combrem-se com água a ferver: Deixam-se estar 1h.
Tem-se o açúcar ao lume em ponto de espadana baixo, tiram-se os figos da água e deitam-se no açucar, onde se deixam ferver bastante tempo. É preciso mexê-los com cuidado para não os escangalhar. Depois tiram-se com uma garfo um a um outra vez para o alguidar e deita-se-lhe outra vez o açucar por cima e deixa-se ficar até ao dia seguinte. No dia seguinte tornam ao lume - pode-se fazer esta operação pela manhã, e repeti-la á tarde. Para ficarem bons precisam levar três caldeadelas, isto, irem ao lume três vezes. Da ultima vez deve fixar o ponto subido para poderem secar.

(Esta receita pertence ao convento de Santa Clara de Guimarães)

Fonte: "Doçaria Vimaranense de outros tempos".